Politicando
‘O MDB até agora está só’, diz Ricardo Barbosa sobre a pré-candidatura de Rafael Brito
O petista disse que sua base de aliados conta com cinco partidos
O presidente estadual do PT, Ricardo Barbosa, reafirmou a legitimidade de sua pré-candidatura a prefeito de Maceió, em entrevista à Rede Antena 7, nesta segunda-feira (08). O petista aproveitou a ocasião para lembrar que a pré-candidatura de Rafael Brito (MDB) segue isolada.
Ricardo Barbosa foi questionado pelo jornalista Luciano Amorim sobre o PT ter buscado fechar suas alianças apenas com partidos de esquerda. O pré-candidato rechaçou a informação dizendo que buscou partidos mais ao centro como o MDB.
“Nós procuramos e dialogamos. O Paulão [deputado federal] reiterada vezes disse que manteve conversas com o senador Renan Calheiros sobre as eleições em Maceió. Mantive contato com o governador Paulo Dantas nesse sentido. Não procede a informação de que nos fechamos”, disse Ricardo em entrevista ao Antena Manhã, da Rede Antena 7.
Ricardo Barbosa usa como exemplo de ampliação do diálogo com outros partidos a aliança firmada entre a Federação Brasil da Esperança com o PSOL e a REDE. Barbosa disse ainda que a chapa do senador Renan Calheiros segue isolada.
“Não sei por que tem sido dada ao PT essa atribuição de que não dialogou. Tem partidos aí que não tem nenhuma outra frente. O MDB até agora está só. Até agora não sei com quem está o MDB em Maceió, além do próprio MDB. A minha pré-candidatura já tem cinco partidos na nossa base”, contou.
Mesmo com a pressão posta pelos Calheiros à pré-candidatura de Ricardo Barbosa - a fim de conseguir uma indicação de vice na chapa de Rafael Brito -, o petista está confiante e aproveitou para mandar um recado: “Serei o candidato do partido do presidente Lula, quer queiram, quer não”, disse.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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