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Candidatura de Rony Camelinho é indeferida pela justiça eleitoral

Candidato não prestou contas de 200 mil reais recebidos na campanha de 2022

02/09/2024 06h06
Candidatura de Rony Camelinho é indeferida pela justiça eleitoral

O candidato majoritário à prefeitura de Maceió pelo Agir, Rony Camelinho, teve seu registro de candidatura indeferido pelo juízo da 1ª Zona Eleitoral da capital. A decisão, da Juíza Nirvana Coelho Bernardes de Melo, foi proferida no último sábado (31).

Segundo a sentença proferida pela justiça, Camelinho não prestou contas da campanha eleitoral de 2022, quando foi candidato a deputado federal pelo PSB, obtendo 544 votos.

A decisão informa ainda que mesmo sendo solicitado pela justiça em várias oportunidades, Camelinho simplesmente ignorou os chamamentos. No ato de registro da candidatura, ele não apresentou as certidões de nada consta judiciais exigidos pela lei.

Durante o período em que foi candidato a deputado federal pelo PSB, Camelinho ficou conhecido não pelas suas propostas, mas pela sua comitiva durante a atividades políticas, que incluía moças vestidas de odaliscas e a locação de um camelo.

Naquele ano, ele foi agraciado pela direção da legenda com o repasse de 200 mil reais, o que não resultou, entretanto, em uma grande quantidade de votos. Foi este o montante que não teve contas prestadas à justiça eleitoral.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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