Politicando
Nota do PT sobre repasses a filho de Ricardo Barbosa chama notícias de “estratégia fascista”
Texto diz ainda que repasses foram autorizados por executiva estadual da legenda
O diretório estadual do PT lançou nota, nesta segunda-feira (30), em que classifica as notícias sobre os repasses do fundo eleitoral da legenda a familiares e pessoas próximas ao presidente Ricardo Barbosa como “estratégia fascista de difamação política recorrente”.
O documento afirma ainda que todos os repasses financeiros efetuados pelo PT foram pactuados e autorizados pela maioria dos membros da comissão executiva estadual, e que os serviços jurídicos e contábeis contratados serão fornecidos de forma “coletiva”.
O teor da nota atinge indiretamente o personagem que propiciou a difusão da notícia, o advogado Welton Roberto. Foi a partir do seu afastamento do partido, em vídeo divulgado na semana passada, onde afirma que não concorda com os repasses feitos pela legenda, que o fato ganhou notoriedade.
O 7Segundos publicou, no último dia 19, a notícia de que o escritório de advocacia Guilherme Barbosa Sociedade Individual de Advocacia, pertencente ao filho do presidente estadual do PT em Alagoas, Ricardo Barbosa, foi o segundo maior beneficiário do repasse do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) realizado pela direção estadual da legenda.
O valor pago a Guilherme Barbosa não foi a única despesa quitada com recursos do fundo. O PT repassou também R$ 439 mil à Sistêmica Assessoria Contábil S/S, empresa que pertence a um empresário ligado a Adelmo dos Santos, assessor lotado no gabinete do deputado Paulão.
Veja a nota do Partido dos Trabalhadores na íntegra:
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Alagoas vem a público denunciar os ataques midiáticos que visam desqualificar a destinação de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Esses ataques, classificados pelo partido como parte de uma estratégia fascista de difamação política recorrente nos últimos períodos eleitorais, têm o objetivo de desestabilizar a legenda e sua liderança, recorrendo a táticas autoritárias e infundadas para atacar o PT e sua militância.
Em resposta a essas acusações, o Diretório Estadual do PT de Alagoas esclarece que a sua Comissão Executiva Estadual, aprovou em reunião, por ampla maioria, a distribuição de recursos e contratações de serviços coletivos, inclusive jurídico e contábil, tudo de forma transparente e em atendimento aos critérios e demais requisitos exigidos por sua Direção Nacional. O partido reforça que todas as contratações e prestações de contas, até aqui parciais, foram informadas à Justiça Eleitoral, reiterando seu compromisso com a verdade e a legalidade. A direção do PT reafirma sua unidade e determinação em enfrentar os ataques, mantendo-se firme na luta pelo fortalecimento das suas bandeiras e pela defesa de suas lideranças.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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