Politicando
Lira avisa a ministros do supremo que deve enterrar PECs anti-STF
Deputado alagoano não deve dar andamento a propostas que limitam decisões monocráticas e suspensão de decisões de ministros do STF
Aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, as duas Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) que impõem limites à atuação do Supremo Tribunal Federal devem ter vida curta nas mãos do presidente da Câmara, o alagoano Arthur Lira (PP).
Isto porque, questionado por emissários de alguns ministros sobre que andamento daria para as propostas, Lira fez chegar ao Supremo o seu ponto de vista, de que não irá adotar nenhuma medida que represente qualquer retaliação ao STF. A informação é do jornalista Valdo Cruz, do O Globo.
A iniciativa de Lira enterra, pelo menos por enquanto, o principal ‘cavalo de batalha’ da base bolsonarista na Câmara neste ano. Dona da maioria das cadeiras na principal comissão da Casa (a CCJ), o grupo reuniu toda a sua força e articulou a aprovação do pacote anti-STF no último dia 9.
Ao apoiar o STF e consequentemente o governo Lula, o presidente da Câmara se equilibra numa linha tênue, já que deixa a cadeira em fevereiro do ano que vem e depende de Lula para sobreviver na Casa. Entretanto, também depende dos votos dos deputados do PL para eleger seu sucessor.
As chances de apreciação das propostas se reduzem ainda mais com a proximidade, pelos ministros do Supremo, da liberação das emendas Pix, após suspensão dos pagamentos para que a Câmara informasse critérios claros para destinação desses recursos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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