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Candidatura do atual presidente da OAB/AL terá que responder por inconsistências na inscrição da chapa

Chapa de Wagner Paes tem vários nomes com documentação incompleta e candidato que mudou de estado para concorrer

04/11/2024 17h05 - Atualizado em 04/11/2024 17h05
Candidatura do atual presidente da OAB/AL terá que responder por inconsistências na inscrição da chapa

A candidatura do atual presidente da OAB à reeleição na entidade está sub-júdice. A comissão eleitoral designada para acompanhar os processos identificou algumas irregularidades que podem levar até mesmo ao indeferimento da chapa. Um primeiro prazo, dado pela comissão, expirou à zero hora desta segunda (04).

O grupo, encabeçado por Wagner Paes, não cumpriu a determinação dentro do prazo previsto de três dias, e não atendeu às exigências das inconsistências de documentos encontradas, conforme despacho da relatora da Comissão Eleitoral, Daniela Pradines de Albuquerque Monte.

Dentre as irregularidades apontadas pela comissão eleitoral, estão autodeclarações de raça sem assinaturas ou sem nenhum preenchimento, bem como declarações que não conferem com os declarantes. Existem ainda inconsistências nas quitações das anuidades de candidatos e suplentes.

Chamou a atenção ainda a mudança de estado de um dos candidatos concorrentes ao conselho federal, pela chapa de Wagner. Felipe Sarmento, atual conselheiro, tem sido eleito sempre pelo estado do Amapá, mudando seu domicílio para Alagoas para concorrer neste processo. Também há inconsistências em sua documentação.

Diante do fim do prazo legal para a resolução das irregularidades, a candidata da chapa 2 à presidência da entidade, Lavínia Cavalcante, solicitou à comissão eleitoral o indeferimento da chapa de Paes. O órgão interno ainda não emitiu um parecer final.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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