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Articulação política de Kil em União dos Palmares mostra que direita e esquerda podem caminhar juntas

O prefeito é um dos poucos que tem bom trato com políticos de ambos os extremos

14/11/2024 16h04
Articulação política de Kil em União dos Palmares mostra que direita e esquerda podem caminhar juntas

O prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas, o Kil, tem demonstrado que sua administração não compra bandeiras partidárias. Em Brasília, o mandatário foi garantir recursos de políticos que não estiveram, necessariamente, em seu grupo político durante a eleição que alçou Júnior Menezes à condição de eleito para os próximos quatro anos.

Na capital federal, Kil Freitas esteve no gabinete do deputado federal Fabio Costa (PP) e do deputado federal Marx Beltrão (PP), ambos mais ligados a parlamentares da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional.

Kil visitou ainda o gabinete do deputado federal Rafael Brito (MDB), seu correligionário e integrante da base do presidente Lula (PT), para quem pediu voto em 2022.

Mais um ponto que mostra a boa relação de Kil com políticos antagônicos, é o apoio do deputado estadual Cabo Bebeto (PL) ao então candidato a prefeito Júnior Menezes. O apoio chamou atenção e Bebeto chegou a desmentir.

Fato é que, ainda há esperança de uma boa relação entre políticos para além da polarização que insiste em permanecer na ordem do dia.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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