Politicando
AL deve mesmo perder um deputado federal e três estaduais em 2026
Nenhum movimento pela manutenção dos números atuais foi iniciado em Brasília até agora
O tempo corre, e a cada dia é menos provável que algum alagoano consiga reverter o que o STF já determinou: que Alagoas perderá uma vaga de deputado federal e três deputados estaduais, já para as eleições de 2026.
Os ministros do Supremo decidiram, ainda em 2023, que os estados terão até 30 de junho de 2025 para ajustar suas representações legislativas, conforme a contagem da população definida pelo (malfeito) Censo que encerrou-se em 2022.
Conforme o levantamento, feito de ‘qualquer jeito’ pelo IBGE sob o governo Bolsonaro com um terço dos recursos necessários, Alagoas perdeu população no geral entre 2010 e 2021, e dessa forma deverá eleger oito deputados federais e 24 deputados estaduais em 2026.
Desde 2021 no comando da Câmara dos Deputados, com poder para negociar prazos com o STF, Arthur Lira pouco se movimentou neste sentido - e tampouco irá fazê-lo agora, restando poucos meses na cadeira de presidente.
Em 2025, fora das mesas diretoras da câmara e do senado, dificilmente Lira ou qualquer outro parlamentar alagoano terão força para puxar qualquer debate sobre a manutenção do número atual.
Ainda em 2023, chegou-se a debater na Câmara um projeto que mantivesse tudo como está pelo menos até o próximo Censo, em 2030. Entretanto, a guerra ideológica e a pauta de costumes tomaram as prioridades dos parlamentares, e o assunto foi esquecido.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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