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Escândalo dos recursos eleitorais fará PT (finalmente) promover renovação de sua direção

Legenda irá passar por processo de votação direta para novos dirigentes em julho de 2025

19/12/2024 17h05 - Atualizado em 19/12/2024 17h05
Escândalo dos recursos eleitorais fará PT (finalmente) promover renovação de sua direção

Embora esteja sangrando por conta da farra dos recursos eleitorais, distribuídos de forma suspeita entre os ‘amigos do rei’ em detrimento dos próprios candidatos, o PT promete seguir em frente e finalmente renovar os quadros partidários e a direção da legenda.

O primeiro suspiro de renovação foi dado pela própria tendência majoritária do partido, a Construindo um Novo Brasil, ao indicar a sindicalista Dafne Orion como sua candidata à presidência da sigla.

Seja na tendência majoritária da legenda ou nos grupos menores que disputarão as eleições internas, o pensamento é o mesmo - o de apresentar nomes que signifiquem um refresco nas direções partidárias.

Neste sentido, nomes como o da sindicalista Dafne Orion, da jornalista Élida Miranda, da militante Alycia da bancada negra e do jornalista Cadu Amaral já começam a circular entre possíveis candidatos a renovar o legado da principal sigla de esquerda do estado.

Após décadas como coadjuvante na cena política local, embora seja protagonista no cenário nacional com cinco vitórias presidenciais nas últimas seis eleições, parece que finalmente o PT local começa a enxergar o óbvio: partido (de esquerda) é casa passageira, local de ideias - e não meio de vida.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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