Politicando
Cotado para Arthur Lira, ministério da agricultura recebeu meio bilhão em emendas nos últimos dias de 2024
Pasta atualmente sob comando do PSD recebeu reforço milionário de emendas de comissão para 2025
Está aberta a temporada de disputa por um dos principais ministérios do governo Lula - o da agricultura e pecuária. Ocupado atualmente pelo senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), a pasta é vista como a ideal para acomodar o alagoano Arthur Lira (PP), após sua saída da presidência da Câmara.
Um movimento que pode significar a futura ida de Lira ao ministério foi detectado entre o fim de dezembro e o início de janeiro deste ano. A Câmara dos Deputados direcionou, nos dois últimos dias do ano passado, R$ 535 milhões em emendas de comissão para a pasta, sob a justificativa de “compra de máquinas pesadas”.
Os recursos encontram-se bloqueados, por conta dos pedidos de esclarecimento adicionais, solicitados pelo ministro Flávio Dino, do STF. Mas assim que forem liberados, já estão empenhados para uso em todo o país.
O jornal O Globo fez um levantamento desses valores, e descobriu que Alagoas será o segundo estado mais beneficiado com os equipamentos agrícolas, com R$ 34,6 milhões em maquinário - atrás apenas do Rio Grande do Norte, que vai levar R$ 50,8 milhões.
O reforço no orçamento da pasta deixa claro que há uma articulação para que um nome forte da Câmara assuma o ministério a partir deste ano - e o único nome ventilado para o cargo é o de Arthur Lira.
Caso leve os anseios do centrão à frente, o governo precisará lidar com um outro problema - a manutenção dos espaços políticos do PSD, partido de Fávaro, que tornou-se em 2024 nada menos do que o partido com o maior número de prefeitos do país.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Instalação de passarela interdita trecho da Av. Durval de Góes Monteiro no sábado (18)
Maceió reabre credenciamento para novos taxistas; saiba como participar
123 milhas deve indenizar cliente que teve serviços cancelados e sem reembolso
Tiradentes: Judiciário de Alagoas funciona em regime de plantão de 18 a 21 de abril
Com unidade sendo construída, prefeito de Girau do Ponciano vai até Arapiraca conhecer instalações da AeC
