Politicando
Veto a Kil Freitas reforça tese de retorno de Rafael Brito para a Secretaria de Educação de AL
Em reservado, deputado pretende passar mais um tempo na Seduc antes de retornar para Brasília
Uma informação que circula desde o ano passado sobre o deputado Rafael Brito (MDB) voltou a ganhar força nos últimos dias, após o suposto ‘veto’ do deputado à troca de Roseane Vasconcelos pelo ex-prefeito de União dos Palmares, Kil Freitas (MDB), na Secretaria de Educação do estado.
Segundo os bastidores, é o próprio Rafael Brito quem estaria disposto a deixar, por um período, seu mandato como deputado federal em Brasília para desempenhar novamente a função de secretário de educação.
Caso esta opção não seja possível, o ‘plano B’ de Brito seria a manutenção na pasta de Roseane, que é considerada uma aliada do deputado. Kil, por outro lado, não é tido no grupo palaciano como um ‘indicado’ de Rafael, o que significa na prática que ele perderia o espaço.
Brito, por óbvio, não confirma a intenção, mas está diante de um contraponto: sabe que pode precisar retornar ao estado para retomar as bases que lhe ajudaram a se eleger deputado federal, caso queira renovar o seu mandato em Brasília. Ou seja, precisa se afastar da capital federal para permanecer por lá.
A bola está com o governador. É dele a palavra final sobre manter Roseane na pasta, lançar Brito como o novo secretário ou até mesmo manter a indicação inicial, de levar Kil Freitas. O governador retoma os trabalhos nesta terça (21).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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