Politicando
Arthur Lira pode ir para a Casa Civil do governo Lula, segundo colunista
Presidente estuda espaço para Lira no governo após o deputado deixar a presidência da Câmara
A coluna de Lauro Jardim, um dos mais bem informados jornalistas políticos de Brasília, publicou nesta quarta-feira (22) em O Globo que uma das possibilidades avaliadas pelo presidente Lula (PT) é colocar o deputado Arthur Lira (PP-AL) como o ministro da Casa Civil do seu governo.
A pasta é central na administração e gestão do governo, além de ser a principal articuladora política na relação entre governo e parlamento. Lira passaria, ao assumir o ministério, para o ‘outro lado’ da mesa, sendo ele agora o negociador do governo junto ao congresso.
A especulação sobre a ida de Lira para a pasta, no entanto, deixa algumas lacunas que precisariam ser respondidas; a principal delas, em que posto o presidente realocaria o atual ministro, o baiano Rui Costa, que é personagem central no governo.
Outra questão, mais local, seria o estremecimento da relação entre Lula e Renan Calheiros (MDB), um dos principais aliados do governo, e que agora teria que bater na porta do ‘ministro Lira’ para falar sobre questões de Brasília.
Segundo analistas nacionais, a maior possibilidade, neste momento, é mesmo a de alocar o deputado no ministério da agricultura, embora este posto também implique na rearrumação dos espaços do PSD, atual detentor da pasta e que perderia o ministério.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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