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Dois alagoanos assinam pedido de impeachment de Lula por ‘pedaladas’ no Pé de Meia

Pedido tem origem em suspensão de repasses ao programa por ordem do TCU

27/01/2025 17h05
Dois alagoanos assinam pedido de impeachment de Lula por ‘pedaladas’ no Pé de Meia

Os dois deputados alagoanos mais alinhados ao bolsonarismo, Fábio Costa (PP) e Alfredo Gaspar (União), foram os únicos alagoanos a assinar, até a manhã desta segunda-feira (27), o pedido de impeachment do presidente Lula (PT). De acordo com o site Poder 360, 93 parlamentares assinaram o documento até agora.

Fábio Costa comentou sobre a abertura de processo de cassação do presidente da República em suas redes sociais. “Assinei o pedido de impeachment do Lula. Nosso compromisso é com a transparência, a justiça e o respeito ao povo brasileiro. Seguimos firmes”, disse no Instagram, ao lado da lista dos assinantes.

O mais recente pedido de impeachment de Lula é uma solicitação do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). A motivação jurídica do pedido é baseada em suposto crime de responsabilidade fiscal - Lula teria dado uma “pedalada” ao utilizar recursos que não estavam previstos no Orçamento da União para financiar o programa Pé-de-Meia.

Ainda incipiente, o pedido precisa de pelo menos 171 assinaturas para poder ser protocolado junto à mesa diretora da Câmara. Em seus últimos dias à frente da mesa, Arthur Lira (PP) deve deixar o caso para ser analisado pelo próximo presidente, o deputado paraibano Hugo Motta (Republicanos).

O documento que circula nos corredores da Câmara foi assinado basicamente, até o momento, por parlamentares da base bolsonarista da Casa. Sequer o PL, principal partido de oposição a Lula, fechou questão sobre o caso. Vários deputados da sigla ainda não subscreveram o pedido.

Na bancada alagoana, o impeachment de Lula não deve encontrar mais adeptos, ao menos por enquanto. Arthur Lira (PP) deve permanecer na base do governo, assim como Daniel Barbosa (PP), Rafael Brito (MDB), Isnaldo Bulhões (MDB), Luciano Amaral (PV) e Paulão (PT).

Crítico de alguns pontos do governo, Marx Beltrão (PP) também não deve assinar o pedido, já que mantém alguns cargos junto ao governo federal - sua irmã, Jully Beltrão, é a Superintendente de Patrimônio da União (SPU) em Alagoas.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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