Rendimento do trabalhador alagoano acumula crescimento de 42% em três anos, aponta IBGE
Entre 2022 e 2025, a renda média mensal da população no Estado saltou de R$ 1.783 para R$ 2.531
O rendimento médio mensal do trabalhador alagoano registrou um crescimento de 42% em três anos – medidos entre 2022 e 2025 –, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, nesse período a renda média mensal da população alagoana saltou de R$ 1.783 para R$ 2.531. Para efeito de cálculo, o IBGE considera os rendimentos de todos os trabalhos, não incluindo os rendimentos oriundos de programa social do governo, como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada), entre outros.
A pesquisa do IBGE mostra que no ano passado o rendimento médio da população alagoana ficou acima de estados como Bahia, que apresentou renda de R$ 2.284, Maranhão (R$ 2.228) e Ceará (R$ 2.394). Na região, o Rio Grande do Norte registrou a maior média mensal, com R$ 3.003. Já a Bahia aparece em último.
Somente na passagem de 2024 para 2025, a alta do rendimento médio mensal foi de 5,8%, mantendo a trajetória de recuperação observada após a pandemia. No ano passado, o rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos no estado ficou acima da média regional, de R$ 2.475.
Quando considerada a série histórica, iniciada pelo IBGE em 2012, o rendimento médio mensal de todas as fontes de trabalho da população alagoana registrou um avanço de 172,1%, saltando de R$ 930 para R$ 2.531 nesse período.
O Governo de Alagoas explica que o avanço no rendimento médio mensal do trabalhador alagoano é consequência dos investimentos do Estado em áreas estratégicas da economia, o que culminou com a menor taxa de desemprego da história, segundo levantamento do IBGE.
O governador Paulo Dantas comemorou os números. “Em 2025, o elevado nível de investimentos colocou Alagoas nas primeiras posições entre todos os estados do Brasil, aplicando cerca de R$ 2,5 bilhões em obras estruturantes para o desenvolvimento estadual. É trabalho que gera mais trabalho, que gera mais negócios, que gera mais empregos”, destacou.
Dantas seguiu celebrando os dados positivos. “Os números comprovam: só neste último ano tivemos a atração de 20 novas empresas, que injetaram mais de R$ 859 milhões na economia local. Os empregos também cresceram em 3,6%. Registramos a menor taxa de desemprego da nossa história”, acrescentou.
O governador se baseia nos dados do novo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que aponta a geração de 16.818 novas vagas de trabalho com carteira assinada no estado, no ano passado.
Em 2025, a abertura de postos formais de emprego foi liderada pelo setor de serviços, responsável pela criação de 11.296 vagas. O comércio aparece em seguida, com 3.056 postos. A construção ocupa o terceiro lugar com 2.479 vagas.
Todas as fontes
A Pnad Continua divulgada nesta sexta-feira também analisa o rendimento médio mensal do trabalhador alagoano de todas as fontes. Nesse quesito, além da renda de todos os trabalhos, estão incluídos os benefícios sociais de programas como Bolsa Família e BPC.
Nessa base de comparação, o rendimento médio mensal real da população chegou a R$ 2.281 em Alagoas, com alta de 5,7% em relação a 2024. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia da covid-19, o avanço foi de 70,9%, enquanto frente a 2012, início da série histórica, o crescimento alcançou 163,1%.
O IBGE explica que a diferença entre o rendimento de todos os trabalhos (R$ 2.531) e a renda de todas as fontes (R$ 2.281) diferem porque, em geral, o benefício médio de programas sociais é menor do que os salários pagos no Estado.
Em 2025, informa o órgão, estado de Alagoas tinha 41,7% dos domicílios com algum beneficiário de programa social do governo, como Bolsa Família, BPC-Loas ou outros benefícios sociais. O percentual colocou o estado na 4ª posição nacional, atrás apenas de Pará (46,1%), Maranhão (45,6%) e Piauí (45,3%).
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