Politicando
Renato Filho pode deixar o MDB para escapar do ‘chapão da morte’
Ex-prefeito do Pilar pretende escolher um partido com melhores chances de levá-lo à Câmara Federal
Alguns dias após ter conversado com o prefeito JHC e ter sido convidado para compor a gestão municipal do prefeito da capital, Renato Filho (MDB) voltou ao noticiário político nesta terça (11), após ter conversado desta vez com o secretário de articulação política do governo Paulo Dantas, Victor Pereira.
Durante a conversa, segundo informações de bastidores, Renato assegurou a Victor sua intenção em ser candidato a deputado federal em 2026. E também teria deixado clara sua intenção em deixar o MDB, sua atual legenda, por conta da chapa ‘pesada’ que estaria se formando para o ano eleitoral.
Conforme publicado pelo 7Segundos, o MDB prepara um ‘chapão da morte’ para a Câmara Federal, com dois deputados de mandato - Rafael Brito e Isnaldo Bulhões - e ainda as possíveis candidaturas do ex-prefeito de Murici, Olavo Neto, e da ex-deputada Tereza Nelma, que deixará Brasília e voltará para Alagoas.
Renato pretende escapar desta composição, e encontrar um partido que lhe propicie melhores chances para a disputa. Entretanto, sair do MDB não significa necessariamente deixar o grupo governista - o ex-prefeito pode disputar a eleição em outro partido da base calheirista, como o PSB.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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