Politicando
Gustavo Lima pode pintar no ‘chapão da morte’ do MDB à Câmara Federal em 2026
Empresário alagoano foi candidato ao mesmo cargo em 2022 e obteve excelente resultado
Dirigentes do MDB em Alagoas seguem à caça de bons nomes para cumprir um objetivo interno: pelo menos dobrar a bancada atual, que é de dois deputados federais - Rafael Brito e Isnaldo Bulhões.
A bola da vez, neste caso, é o empresário Gustavo Lima, que candidatou-se a deputado federal pelo PSD em 2022. De ilustre desconhecido antes da campanha, Lima saiu respeitado do processo, obtendo quase 38 mil votos e passando à frente de Tereza Nelma, então deputada federal de mandato.
Emissários emedebistas já sondaram a vontade de Lima em participar do processo eleitoral em 2026, e lhe ofereceram o MDB caso haja interesse.
O problema, para o empresário, seria o combo que ele assume caso entre no grupo. O MDB pretende montar um ‘chapão da morte’ para as eleições federais, com dois deputados de mandato e mais nomes fortes como Tereza Nelma e Olavo Neto (ex-prefeito de Murici).
A legenda sabe que o mandato federal é hoje a principal moeda da política. É com base no maior número de deputados federais que os partidos abocanham a maior fatia do fundo eleitoral, bem como tem o maior tempo de propaganda na mídia.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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