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Permanência de Dantas no governo pode levar Ronaldo Lessa à aposentadoria política

Vice-governador tem dito a interlocutores que não irá renunciar ao cargo

20/02/2025 17h05
Permanência de Dantas no governo pode levar Ronaldo Lessa à aposentadoria política

A permanência de Paulo Dantas no governo do estado até o último dia de mandato, anunciada pelo próprio governador em ato na Assembleia Legislativa, pode significar a aposentadoria da política do atual vice-governador Ronaldo Lessa (PDT).

O partido discute os rumos nas eleições de 2026, e deve realizar um congresso extraordinário para ouvir as suas bases ainda neste primeiro semestre.

Já com relação a Lessa, a informação de um interlocutor é que a renúncia do vice-governador, para que o atual titular Paulo Dantas tente um mandato de deputado federal como se especula nos bastidores, está descartada.

“Ronaldo não vai renunciar em hipótese alguma. Ou encerra o mandato como vice-governador, ou assume o governo caso o Paulo Dantas renuncie”, diz esta fonte, que acredita também que o governador não deve cumprir o que diz atualmente, e renunciar para ser candidato a deputado federal.

“Uma boa parte do PDT acredita que Paulo renuncia. Se ele permanecer como governador, Ronaldo se mantém como vice, porque ele não tem nenhuma disposição para se candidatar a nenhum cargo proporcional”, diz o interlocutor.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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