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Federação entre PP e União Brasil deve criar ‘super-chapão’ para federal em 2026

Junção deve criar super bancada na câmara dos deputados, e pode eleger maior número de parlamentares em Alagoas em 2026

13/03/2025 17h05
Federação entre PP e União Brasil deve criar ‘super-chapão’ para federal em 2026

Alardeada como uma das grandes articulações políticas para as eleições de 2026, a federação entre o PP e o União Brasil, que está na fase dos ajustes finais, pode lançar o que seria um ‘super-chapão’ para as eleições de deputado federal em Alagoas.

Vejamos: o PP tem a maior bancada de deputados do estado, com quatro parlamentares (Arthur Lira, Marx Beltrão, Fábio Costa e Daniel Barbosa). A eles, se juntaria o segundo deputado mais votado de 2022, Alfredo Gaspar.

Alfredo tem dito publicamente que é candidato à reeleição, embora também vislumbre uma candidatura ao senado. Já Arthur Lira, mesmo que cumpra as expectativas e seja candidato ao senado, deve lançar um nome do seu círculo próximo, junto aos seus votos.

Fábio Costa vem fazendo um mandato bem avaliado pelo seu eleitorado, e tem uma reeleição mais ou menos assegurada. Com a força de um quarto mandato em Arapiraca, Luciano Barbosa deve impulsionar o filho, Daniel, a mais um mandato em Brasília.

E Marx tem um eleitorado consolidado, especialmente no litoral sul do estado.

Dessa forma, a federação PP-União poderia, de entrada, ter potencial para eleger cinco federais - com possibilidades ainda maiores, se mantendo suplentes de peso como Gilvan Barros e Rodrigo Valença, que ‘bateram na trave’ em 2022.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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