Politicando
Três alagoanos estão com Lula em viagem oficial ao Japão
Presidente deu vagas a dois deputados federais e um ministro oriundos da política alagoana
Na comitiva do presidente Lula que chegou a Tóquio, capital do Japão, na manhã desta segunda-feira (24), há três brasileiros considerados hoje centrais na relação entre governo e congresso nacional.
Viajaram junto com o presidente - inclusive no mesmo avião - para a Ásia o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP); o ministro dos transportes, Renan Filho (MDB); e o líder do MDB na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (MDB).
Na cabeça de Lula, cada um tem uma importância diferente para a governabilidade. Renan Filho é hoje um dos ministros centrais da gestão petista, tem habilidade para o enfrentamento nas redes (ponto bem avaliado pelo secom de Lula, Sidônio Palmeira) e vai conversar sobre infraestrutura com os japoneses.
Lira, por outro lado, é um ativo que Lula ainda quer ver na esplanada dos ministérios. E as longas viagens de avião podem servir como o ambiente ideal para dirimir os pequenos detalhes. Além disso, o deputado continua como liderança do núcleo mais importante do centrão (PP, União Brasil e parte de outras siglas).
Já Isnaldo foi a grande surpresa de Lula na comitiva. Homem de confiança do atual presidente Hugo Motta, Bulhões acabou preterido na escolha para a articulação política do presidente, mas o convite para a viagem soa como uma demonstração de confiança de Lula.
A comitiva presidencial fica no Japão até a quinta-feira (27), embarcando logo depois para o Vietnã, onde fica até sábado (29). A expectativa é de que o presidente traga novidades com relação a reforma ministerial após este período.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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