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No Japão, Lula afaga Arthur Lira e se esquiva de convite para ministério; “Rei morto não é rei posto”

Presidente disse que não conversou sobre reforma ministerial durante longa viagem ao país asiático

27/03/2025 17h05 - Atualizado em 27/03/2025 17h05
No Japão, Lula afaga Arthur Lira e se esquiva de convite para ministério; “Rei morto não é rei posto”

Em entrevista a jornalistas brasileiros durante sua passagem pelo Japão, o presidente Lula (PT) evitou confirmar que tenha feito qualquer convite ao deputado alagoano Arthur Lira (PP) para compor seu ministério. No entanto, Lula valorizou a presença dos ex-presidentes da Câmara e Senado em sua comitiva.

“Eu trouxe os antigos porque rei morto não é rei posto. Rei é sempre rei. Então você pode ter um segundo rei, um terceiro rei, um quarto rei, mas o primeiro continua rei. Então, eu trouxe eles e fiz questão que a gente não fizesse nenhuma discussão no avião que a gente poderia fazer em terra”, disse Lula. Lira e Pacheco deixaram o comando das Casas em fevereiro deste ano.

O presidente também enfatizou que não conversou com nenhum deles sobre composições políticas durante a viagem, e que poderá fazer isso somente em território brasileiro. “Eu não seria louco de trazer os companheiros dentro do avião, em um espaço limitado, para fazer as discussões que a gente pode fazer no território brasileiro, e lá em Brasília tem muito espaço”, continuou Lula.

A presença de Lira na comitiva do presidente reacendeu a discussão sobre a indicação do ex-presidente da Câmara para um ministério. Por mais de uma vez, ao ser perguntado sobre aceitar ser ministro de Lula, Lira sempre respondeu que “não houve convite”.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que Lula é muito grato a Arthur e gostaria de tê-lo na sua equipe de ministros, mas é o deputado que não gosta muito da ideia. Lira acredita que associar de forma direta seu nome ao petista pode fazê-lo perder eleitores.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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