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Paulo Dantas vai dividir secretaria ocupada pelo PT em duas pastas

Proposta de criação da Secretaria de Direitos Humanos foi encaminhada à ALE

28/03/2025 17h05
Paulo Dantas vai dividir secretaria ocupada pelo PT em duas pastas

O governador Paulo Dantas (MDB) enviou para a Assembleia Legislativa uma emenda à lei que estrutura os órgãos estaduais, que pretende dividir a atual Secretaria Estadual da Mulher e Direitos Humanos (Semudh) em duas pastas distintas.

Dessa forma, seriam criadas a Secretaria da Mulher e, separadamente, uma outra Secretaria para os Direitos Humanos.

Atualmente, a pasta (unificada) é gerenciada por Maria José da Silva, administradora de formação, mulher indígena da etnia fulni-ô e ligada ao Partido dos Trabalhadores - mais precisamente ao deputado federal Paulão.

Após a modificação, o que se fala nos bastidores é que Maria José continua sendo a gestora da nova pasta da Mulher, enquanto a outra pasta, de Direitos Humanos, seria direcionada à reforma do secretariado que está sendo promovida pelo governador.

A divisão do órgão foi recebida de forma ambígua dentro do PT. Se por um lado, o partido permaneceria com duas pastas do governo estadual (a outra é a Semarh, com Gino César), por outro recebe uma secretaria ainda mais fragilizada em termos de visibilidade do que antes da mudança.

A nova pasta seria, também, uma nova possibilidade para o ex-prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (MDB), que foi convocado para o secretariado de Dantas, mas ainda não sabe qual secretaria irá ocupar.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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