Politicando
Dois alagoanos assinam urgência do PL da anistia na Câmara; Hugo Motta trava o tema
Outros sete integrantes da bancada alagoana recusaram-se a apoiar a causa
O pedido de urgência ao Projeto de Lei que pretende anistiar os condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, que tramita na Câmara dos Deputados, ganhou a adesão de 264 parlamentares, número suficiente para ser pautado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Rep-PB).
Dentre os deputados que aderiram à urgência, dois foram alagoanos: Alfredo Gaspar (União), que segundo ele mesmo foi o 61° deputado a assinar o pedido e o primeiro de Alagoas; além de Fábio Costa (PP).
Isnaldo Bulhões (MDB), Paulão (PT), Daniel Barbosa (PP) e Rafael Brito (MDB) já se posicionaram publicamente contra a proposta. Marx Beltrão (PP) já declarou ser a favor de uma revisão das penas, mas não assinou a urgência. Arthur Lira (PP), mesmo pressionado, não assinou o requerimento. E Luciano Amaral (PV) não se posicionou sobre a proposta.
Após ser pautado pelo presidente da Câmara, o PL pode pular as etapas das comissões temáticas e tramitar diretamente no plenário da Casa. Para ser aprovado, basta o voto favorável da maioria simples dos deputados, ou seja, 257 votos.
Como conseguiu 264 assinaturas pela urgência, a tendência é que caso seja pautado por Hugo Motta, o PL seja aprovado também no plenário, e siga então para apreciação no senado, onde passará pelo mesmo trâmite. Somente após aprovação pelas duas casas, o documento segue para sanção presidencial.
Contando com a desmobilização dos deputados por causa da semana santa, Motta conseguiu durante esta semana segurar a tramitação do projeto. Porém, a partir da próxima semana, deputados do PL pretendem voltar à carga e pressionar o deputado a pautar a proposta.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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