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Dois alagoanos assinam urgência do PL da anistia na Câmara; Hugo Motta trava o tema

Outros sete integrantes da bancada alagoana recusaram-se a apoiar a causa

16/04/2025 18h06 - Atualizado em 16/04/2025 18h06
Dois alagoanos assinam urgência do PL da anistia na Câmara; Hugo Motta trava o tema

O pedido de urgência ao Projeto de Lei que pretende anistiar os condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, que tramita na Câmara dos Deputados, ganhou a adesão de 264 parlamentares, número suficiente para ser pautado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Rep-PB).

Dentre os deputados que aderiram à urgência, dois foram alagoanos: Alfredo Gaspar (União), que segundo ele mesmo foi o 61° deputado a assinar o pedido e o primeiro de Alagoas; além de Fábio Costa (PP).

Isnaldo Bulhões (MDB), Paulão (PT), Daniel Barbosa (PP) e Rafael Brito (MDB) já se posicionaram publicamente contra a proposta. Marx Beltrão (PP) já declarou ser a favor de uma revisão das penas, mas não assinou a urgência. Arthur Lira (PP), mesmo pressionado, não assinou o requerimento. E Luciano Amaral (PV) não se posicionou sobre a proposta.

Após ser pautado pelo presidente da Câmara, o PL pode pular as etapas das comissões temáticas e tramitar diretamente no plenário da Casa. Para ser aprovado, basta o voto favorável da maioria simples dos deputados, ou seja, 257 votos.

Como conseguiu 264 assinaturas pela urgência, a tendência é que caso seja pautado por Hugo Motta, o PL seja aprovado também no plenário, e siga então para apreciação no senado, onde passará pelo mesmo trâmite. Somente após aprovação pelas duas casas, o documento segue para sanção presidencial.

Contando com a desmobilização dos deputados por causa da semana santa, Motta conseguiu durante esta semana segurar a tramitação do projeto. Porém, a partir da próxima semana, deputados do PL pretendem voltar à carga e pressionar o deputado a pautar a proposta.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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