Politicando
Fim da federação com PT deve trazer dificuldades para PV e PCdoB em Alagoas
Partidos não conseguiram atingir a cláusula de barreira, e podem perder filiados de mandato
Se depender do presidente interino do PT nacional, senador pernambucano Humberto Costa, a Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, deve acabar ainda antes das eleições de 2026.
A decisão final, que deve ser tomada no âmbito das eleições nacionais do PT previstas para julho, deve impactar diretamente o PCdoB e o PV, não só em nível nacional mas também em Alagoas.
Para lembrar: a lei eleitoral definiu as federações como uma saída alternativa aos partidos que não alcançassem os critérios mínimos de votação, a chamada cláusula de barreira. PCdoB e PV estavam entre as legendas que corriam risco de extinção, visto que ficariam sem tempo de TV e recursos do fundo eleitoral.
A federação com o PT fez com que essas siglas continuassem a participar das eleições, mas a avaliação interna do PT nacional é que elas atrapalharam o avanço dos petistas, especialmente nas eleições municipais, onde o PT foi mal.
Em Alagoas, a avaliação é parecida, já que o PV por exemplo, teve desempenho igual ao PT em 2022 e 2024: elegeu um estadual e um federal, mesmo número do PT em 2022; e um vereador em 2024, também mesmo número petista.
Sem o PT, o maior impactado seria o deputado estadual Silvio Camelo (PV), que poderia até mudar de legenda para garantir mais um mandato em 2026. Há três anos, Camelo foi o deputado eleito menos votado do estado, obtendo mandato graças à votação das outras legendas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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