Politicando
Seis dos nove deputados alagoanos votam por trancar ação contra atos relacionados ao 8 de janeiro
Parecer pelo trancamento da ação contra Alexandre Ramagem, de autoria do deputado Alfredo Gaspar, foi aprovado na Câmara
O parecer do deputado alagoano Alfredo Gaspar (União), sobre o ato da Câmara que prevê o trancamento da ação penal contra o deputado carioca Alexandre Ramagem (PL), foi aprovado por ampla maioria no plenário da Casa, com apoio de seis dos nove parlamentares de Alagoas.
O ato, que prevê a paralisação da ação penal que julga Ramagem pela tentativa de golpe de Estado quando foi diretor da ABIN no governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, foi aprovada com placar de 315 votos contra 145.
Além de Gaspar, Arthur Lira (PP), Fábio Costa (PP), Marx Beltrão (PP), Isnaldo Bulhões (MDB) e Luciano Amaral (PSD) autorizaram o ato. Paulão (PT), Rafael Brito (MDB) e Daniel Barbosa (PP) foram contrários ao trancamento da ação.
Aprovada na Câmara, a moção é automaticamente promulgada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Rep) e já está valendo. O ato do parlamento vai de contra a uma orientação dada pelo próprio STF no mês de fevereiro, ao trancar uma ação contra um deputado mesmo antes dele assumir o mandato.
Segundo o STF, a Constituição protege os parlamentares com imunidade, mas somente nos casos em que os supostos crimes tenham ligação com o mandato, e apenas após a sua diplomação. Ramagem foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro e foi diplomado em dezembro de 2022.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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