Politicando
Davi Maia revela que entregou presidência do União Brasil para ser vice de JHC em 2020
Ex-deputado quase teve seu nome como vice-prefeito da capital
O ex-deputado estadual e atual diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural de Alagoas (Ideral), Davi Maia, revelou que foi convidado pelo então candidato à prefeitura de Maceió, JHC, para ser o seu vice-prefeito em 2020. A vaga acabou ficando com Ronaldo Lessa (PDT).
Maia faz esta - e muitas outras revelações - em entrevista exclusiva na estreia do programa Antena Entrevista, que vai ao ar todas as segundas e sextas-feiras, no canal do YouTube da Rede Antena 7.
“Eu ia ser o vice-prefeito dele. Foi o Democratas (atual União Brasil) que me vetou. E eu entreguei o cargo de presidente do Democratas, porque o partido não quis apoiar ele [JHC]”, disse o ex-deputado, afirmando que sua indicação não ocorreu apenas por causa da sua legenda à época.
Apesar de não ser o indicado, antes do nome de Ronaldo Lessa ganhar força, Davi indicou uma outra personagem para o cargo. “Na minha ideia, anterior à [indicação] do Ronaldo, a vice era Gaby Ronalsa, irmã do deputado Dudu Ronalsa, que tinha uma gigante base eleitoral em Maceió, e JHC não tinha apoio político nenhum”, disse.
Gaby acabou se tornando candidata à vice quatro anos depois, em 2024, e de outro candidato - o deputado federal Rafael Brito (MDB), que foi derrotado por JHC por grande margem de votos.
O papo com Davi Maia, ancorado pelos jornalistas Luciano Amorim e Felipe Ferreira, está no canal do YouTube da Rede Antena 7 (clique aqui) e tem muitos outros pontos inéditos, como a motivação para a saída de Maia do grupo de JHC, além de bastidores da campanha vitoriosa do atual prefeito em 2020. Imperdível.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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