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PCdoB pode voltar à Câmara de Maceió após 13 anos

Charles Hebert e Sílvio Camelo conversam sobre uma substituição na Casa de Mário Guimarães

23/05/2025 17h05
PCdoB pode voltar à Câmara de Maceió após 13 anos

Após um hiato de 13 anos, os comunistas podem voltar a ter uma representação na Câmara de Maceió, a partir de uma movimentação do deputado estadual Sílvio Camelo (PV).

Seu filho, vereador Sílvio Filho, pode ceder a vaga ao ex-árbitro Charles Hebert, que foi candidato na chapa da federação composta pelo PCdoB, PV e PT. Além do filho do deputado, o grupo elegeu também a vereadora Teca Nelma (PT).

Camelo pai avalia os cenários possíveis que possam lhe garantir um novo mandato na ALE em 2026. Nas duas últimas eleições, o parlamentar foi o eleito com a menor votação entre os 27 vitoriosos. Desta vez, pretende não passar de novo ‘pelo fio da navalha’.

A cessão de mandato para Hebert seria parte da estratégia de construção de uma chapa forte nas eleições do ano que vem. O ex-árbitro e dirigente da Secretaria de Esporte e Lazer do estado obteve 3.604 votos em 2024 - O PCdoB tem mais algumas bases no interior que podem alavancar ainda mais esses números.

Camelo considera ainda um outro cenário, com o fim da federação da sua sigla, o PV, com o PCdoB e o PT. Neste caso, conforme noticiado pelo 7Segundos, o deputado conversa com o ‘chapão dos suplentes’, e pode integrar o grupo.

O último vereador comunista que esteve na Câmara de Maceió foi o advogado Marcelo Malta, que assumiu em 2010 após a cassação do mandato de Dino Filho. Ficou até 2012, não conseguindo se reeleger.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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