Politicando
MPF vai investigar presidente do PT/AL por movimentações suspeitas no fundo eleitoral do partido
Ricardo Barbosa realizou repasse de quase R$ 400 mil à escritório de advocacia do próprio filho
O presidente estadual do PT em Alagoas, Ricardo Barbosa, será investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeitas de ilegalidades na distribuição dos recursos do fundo eleitoral destinados ao partido em 2024.
A apuração tem como foco principal um repasse de R$ 399 mil ao escritório de advocacia de Guilherme Barbosa, filho do dirigente petista, no contexto das eleições municipais de 2024.
O montante repassado ao filho de Barbosa foi o maior valor individual destinado pelo partido no estado, superando, inclusive, os recursos distribuídos a todos os candidatos do PT alagoano nas eleições municipais de 2024. Segundo o MPF, o objetivo da investigação é apurar se houve violação à legislação eleitoral quanto ao uso do fundo.
Ricardo Barbosa comanda o PT até julho deste ano, e o caso provocou uma grave crise interna na legenda. Na época, militantes acusaram o dirigente de favorecer interesses familiares em detrimento das campanhas eleitorais do partido.
O episódio agita ainda mais a ferrenha disputa interna pelo comando do PT/AL, com expectativa de que o grupo político de Barbosa enfrente forte resistência e possa ser derrotado nas eleições da nova diretoria, que ocorrem em julho deste ano.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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