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Possível ‘super federação’ de partidos pode começar com tamanho modesto em AL

União de legendas não teria nenhum deputado federal e apenas um estadual

28/05/2025 17h05
Possível ‘super federação’ de partidos pode começar com tamanho modesto em AL

Uma possível ‘super federação’, formada por cinco partidos de centro-esquerda, pode sair do papel para as eleições de 2026. No entanto, a união dessas legendas não muda muito o cenário eleitoral de Alagoas.

PSB, PDT, PV, Cidadania e Rede Sustentabilidade conversam entre si e podem estar num único grupo, no intuito de sobreviver à cláusula de barreira, mecanismo da lei eleitoral que inviabiliza o funcionamento de partidos com pouca representação em Brasília.

Se a federação sair, terá uma bancada de 41 deputados e 7 senadores, número que permite brigar por posições intermediárias nas comissões temáticas das duas casas. Entretanto, em Alagoas, a representação será quase nula.

No estado, essas legendas juntas contam com o vice-governador do estado (Ronaldo Lessa), um prefeito no interior (Bruno Teixeira, do PSB), um deputado estadual (Sílvio Camelo/PV) e quatro vereadores na capital: Aldo Loureiro (PDT), Sílvio Filho (PV), Milton Ronalsa (PSB) e Thales Diniz (PSB).

O único deputado federal destes partidos, Luciano Amaral, deixou recentemente o PV e agora está filiado ao PSD.

Lembrando: esta federação é uma possibilidade em andamento, e o desejo de alguns dirigentes partidários, mas a negociação está em diferentes estágios entre as siglas. PV e Rede, por exemplo, tem compromissos com suas federações atuais, e precisam resolver esta situação antes de ingressar em um novo grupo.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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