Politicando
Abin de Bolsonaro produziu dossiês sobre Arthur Lira e Renan Calheiros
Filho do ex-presidente e diretor do órgão eram os cabeças do que a PF chamou de ‘organização criminosa’
A Polícia Federal indiciou, nesta terça-feira (17) o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, além do vereador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (PL).
Carlos e Ramagem vão responder pela criação de uma “Abin paralela” durante os anos de governo Bolsonaro, que era responsável por investigar secretamente autoridades da República e fornecer dossiês ao presidente.
Dentre as autoridades investigadas ilegalmente e que tiveram dossiês entregues a Bolsonaro, estavam dois alagoanos. O então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB).
O nome de Lira trouxe surpresa para o mundo político, já que o deputado do PP foi, durante toda a gestão Bolsonaro, um dos sustentáculos do ex-presidente no congresso. Ele chegou a declarar, inclusive, que Lira e ele “formavam heteramente um casal”.
A PF, entretanto, não divulgou o conteúdo desses dossiês, nem a qual assunto eles se referiam. O caso teve o seu segredo de justiça derrubado pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) durante a atualização desta nota.
Dentre as ilegalidades cometidas pela Abin paralela, estavam conversas entre dois membros do governo Bolsonaro sobre a indicação de uma desembargadora para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um deles afirmava que o ex-presidente deveria ‘explodir’ a indicação, porque a magistrada seria uma “petista roxa”.
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O objetivo do blog é analisar a conjuntura política na capital e no interior de Alagoas.
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