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Abin de Bolsonaro produziu dossiês sobre Arthur Lira e Renan Calheiros

Filho do ex-presidente e diretor do órgão eram os cabeças do que a PF chamou de ‘organização criminosa’

18/06/2025 17h05 - Atualizado em 18/06/2025 18h06
Abin de Bolsonaro produziu dossiês sobre Arthur Lira e Renan Calheiros

A Polícia Federal indiciou, nesta terça-feira (17) o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, além do vereador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (PL).

Carlos e Ramagem vão responder pela criação de uma “Abin paralela” durante os anos de governo Bolsonaro, que era responsável por investigar secretamente autoridades da República e fornecer dossiês ao presidente.

Dentre as autoridades investigadas ilegalmente e que tiveram dossiês entregues a Bolsonaro, estavam dois alagoanos. O então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB).

O nome de Lira trouxe surpresa para o mundo político, já que o deputado do PP foi, durante toda a gestão Bolsonaro, um dos sustentáculos do ex-presidente no congresso. Ele chegou a declarar, inclusive, que Lira e ele “formavam heteramente um casal”.

A PF, entretanto, não divulgou o conteúdo desses dossiês, nem a qual assunto eles se referiam. O caso teve o seu segredo de justiça derrubado pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) durante a atualização desta nota.

Dentre as ilegalidades cometidas pela Abin paralela, estavam conversas entre dois membros do governo Bolsonaro sobre a indicação de uma desembargadora para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um deles afirmava que o ex-presidente deveria ‘explodir’ a indicação, porque a magistrada seria uma “petista roxa”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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