Politicando
Maioria da bancada alagoana derruba veto de Lula, que aumenta conta de luz; veja quem
Cinco dos nove parlamentares de AL votaram pela derrubada do veto
Reunidos na noite desta terça-feira (17), deputados e senadores analisaram e derrubaram vários vetos do presidente Lula (PT) sobre projetos que trancavam a pauta do congresso. Um deles, entretanto, vai onerar o bolso do consumidor, que deve pagar a mais pela conta de luz nos próximos meses.
Da bancada de nove deputados federais alagoanos, oito estavam presentes em plenário - o deputado Arthur Lira (PP) não votou. Destes, apenas Alfredo Gaspar (União) e Marx Beltrão (PP) votaram pela manutenção do veto de Lula, o que mantém a energia mais barata.
Daniel Barbosa (PP), Isnaldo Bulhões (MDB), Luciano Amaral (PSD), Rafael Brito (MDB) e até mesmo Paulão (PT) votaram pela derrubada do veto, contratando obrigatoriamente energia junto a concessionárias e gerando um custo adicional ao erário. Fábio Costa (PP) votou em branco.
Ao final, com o apoio de cinco dos nove deputados alagoanos, o veto do presidente foi derrubado por 468 votos a favor e 68 contrários. Por ser uma sessão conjunta, deputados e senadores votaram.
O veto número 03/2025 refere-se à negativa de Lula em itens de um projeto de lei que obrigava o governo a comprar energia elétrica de concessionárias, mesmo que não houvesse necessidade. Um estudo técnico, encaminhado por associações da área energética, orientou Lula a vetar trechos da lei sobre compra de energia extra, exceto se em caso de necessidade.
No entanto, a maioria do congresso derrubou a medida, o que resultará, segundo as associações, num custo extra de cerca de R$ 200 bilhões até 2050 - ou 7,8 bilhões por ano. O custo será repassado ao consumidor, o que resulta num acréscimo de cerca de 3,5% na conta de luz.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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