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Siderlane Mendonça pode ser afastado definitivamente da Câmara, diz parecer do MPE

Documento também recomenda convocação imediata do suplente Caio Bebeto

25/06/2025 17h05 - Atualizado em 25/06/2025 17h05
Siderlane Mendonça pode ser afastado definitivamente da Câmara, diz parecer do MPE

Um parecer emitido pelo procurador Marcelo Lobo, do Ministério Público Eleitoral de Alagoas (MPE) defende o afastamento definitivo do vereador Siderlane Mendonça (PL) até o fim do prazo estipulado pela justiça, de 180 dias. O ato que tirou o vereador da Câmara de Maceió completa 60 dias nesta quarta (25).

No documento, o procurador também se manifesta pela convocação imediata do suplente de Siderlane, Caio Bebeto (PL). O ‘reserva’ imediato chegou a solicitar à mesa diretora a sua convocação, mas teve o pedido negado.

Com a manifestação do MPE, resta agora a decisão dos desembargadores do TRE acerca do tema, o que pode acontecer nos próximos dias. A relatoria do caso é do desembargador Milton Gonçalves.

Siderlane foi afastado do cargo em 25 de abril, após a Operação Falácia, da Polícia Federal. Os investigadores apontaram que o vereador liderava em seu gabinete uma espécie de ‘rachadinha’, a partir de movimentações financeiras consideradas incomuns em suas contas bancárias.

À época, a juíza responsável pelo afastamento do parlamentar afirmou que a retirada de Siderlane da Câmara era necessária para o avanço das investigações, e determinou prazo de 180 dias, ou até o fim do inquérito.

O documento do MPE é um forte revés para Siderlane, que vem defendendo sua inocência desde o começo do processo, e continua atuando nas redes sociais como vereador em ação. Em contrapartida, fortalece Caio Bebeto, que pode finalmente assumir o mandato se o parecer for acatado pelo TRE.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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