Politicando
Indicação de Marluce Caldas é a maior vitória pessoal de JHC
Prefeito de Maceió moveu montanhas e amarrou diversos acordos políticos para chegar a seu objetivo
Por óbvio que é a doutora Marluce Caldas a maior vencedora ao final deste longo processo que culminou em sua nomeação. Chegar a uma posição de ministra da segunda maior corte do país é um privilégio pessoal e profissional ambicionado por muitos, e conquistado por poucos.
Entretanto, politicamente, o maior vencedor deste episódio é João Henrique de Holanda Caldas, o JHC. Ministros do STF, colegas do STJ, senadores, governadores, ministros de Lula… todos faziam lobby por nomes diversos, mas foi o prefeito de Maceió, um dirigente do PL, que conseguiu a proeza.
O êxito na tarefa teve um custo, político e pessoal. Foi necessário se afastar temporariamente das miudezas da administração municipal, reorganizar a desarrumação de sua base na câmara, além de suportar quieto as informações trocadas e intrigas.
Ao fim de tudo, JHC mostrou que, embora não utilize os mesmos métodos dos caciques alagoanos, foi eficaz na conquista do seu objetivo. Ressalte-se: ter um ministro numa das principais cortes do país não é apenas uma vitória familiar, mas um peso político importante numa trajetória de vida.
Uma vitória com esse tamanho exige um preço alto, e esta é agora a maior pergunta que a cena política alagoana se faz: JHC ficará de fora de 2026? vai virar a chave política e pedir votos para Lula, após ser o presidente do partido de Bolsonaro?
Cada coisa no seu tempo.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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