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Em meio à operação de venda da Braskem, Renan Calheiros cobra indenização ao estado de AL

Senador publicou vídeo em suas redes sociais

22/07/2025 17h05 - Atualizado em 22/07/2025 17h05
Em meio à operação de venda da Braskem, Renan Calheiros cobra indenização ao estado de AL

Em publicação em suas redes sociais, o senador Renan Calheiros (MDB) voltou a cobrar, de possíveis compradores da Braskem, a reparação ao estado pelos danos ambientais causados pelo colapso das minas da empresa.

“Essa possibilidade [de venda] abre novas perspectivas para que a empresa pague o estado de Alagoas pelos prejuízos causados. O estado é o maior credor da mineradora”, disse o senador.

Calheiros disse também que é essencial que os futuros acionistas retirem o principal parque industrial da Braskem da região do Pontal da Barra, em Maceió, para evitar novos acidentes ambientais como o que eclodiu a partir de 2018.

O senador alagoano está atento aos movimentos indicativos de que a multinacional pode ser adquirida em breve pela Unipar, empresa brasileira do setor petroquímico. Em junho, uma carta de intenções foi divulgada ao mercado, com condições para uma possível aquisição.

As declarações do senador, no entanto, podem reduzir o ritmo das negociações entre a Novonor, controladora da Braskem, e a Unipar, que pretende adquirir a empresa. Isto porque, conforme o comunicado divulgado ao mercado financeiro, possíveis indenizações e questões judiciais podem afetar o negócio.

Renan vem brigando, desde os acordos fechados entre a justiça e a empresa, para que o estado também seja indenizado pelo desastre. Apenas os moradores das áreas e a prefeitura de Maceió foram contemplados em termos indenizatórios.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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