Politicando
Isnaldo Bulhões critica proposta de anistia e restrições ao STF; "Vergonha alheia"
Parlamentar voltou a ressaltar que não há clima para apreciação de medidas extremistas na Casa
Ainda repercute a reunião, ocorrida na semana passada, nas dependências da Câmara dos deputados entre parlamentares da base bolsonarista na Casa. Quem se pronunciou sobre o tema, em entrevista ao jornal O Globo, foi o deputado alagoano e líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões.
O alagoano disse que, entre a maioria dos partidos que compõem a Casa, não há nenhum interesse em deliberar sobre temas considerados sensíveis aos deputados, como a anistia ou o apoio aberto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não sei quem está levando isso a sério além de Bolsonaro e das figuras que são retrato dele. Não são pautas para o momento. O conjunto da obra e o contexto geral dão vergonha alheia”, disse Isnaldo, referindo-se a atos como o do grupo que tentou se reunir na Câmara para aprovar uma moção de apoio a Bolsonaro.
Sem apoio da maioria dos partidos de centrão, a tendência é que a base bolsonarista na Casa seja isolada e não consiga emplacar as medidas que projeta para votação.
Na volta dos trabalhos, em agosto, parlamentares oposicionistas irão defender com prioridade um pacote de medidas contra o governo Lula e o STF - dentre os projetos, estão a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro; uma PEC que restringe o foro privilegiado e mudança na Lei do Impeachment para ministros do STF.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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