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Lula conversa com caciques do MDB e aumenta chances de ter vice da sigla em 2026

Reunião serviu para medir temperatura política da relação da sigla com o governo

30/07/2025 17h05 - Atualizado em 30/07/2025 18h06
Lula conversa com caciques do MDB e aumenta chances de ter vice da sigla em 2026

Em encontro político que ocorreu fora da agenda oficial, o presidente Lula (PT) reuniu-se na noite desta terça (29) com lideranças nacionais do MDB, um dos partidos de sua base de sustentação. O ministro Renan Filho foi um dos presentes ao local.

Na agenda, o principal ponto foram as movimentações do presidente em direção à reeleição em 2026, dada cada vez mais como alternativa mais provável. Além do alagoano, outros ministros emedebistas também estiveram presentes, assim como deputados e senadores influentes na legenda.

O encontro aumenta a expectativa de que sairá do MDB um provável vice de Lula, caso ele concorra à reeleição. A participação do atual vice, Geraldo Alckmin (PSB) na chapa é incerta, considerando que ele também sofre pressão para se candidatar ao governo ou ao senado por São Paulo.

A escolha de um vice do MDB agita os bastidores do partido, que tem vários nomes interessados na função: além de Renan Filho, que afirmou que se afastará do ministério para disputar as eleições, Helder Barbalho, governador do Pará e até mesmo a ministra Simone Tebet se apresentam como possibilidades.

A reunião serviu também para medir a temperatura interna no MDB, que assim como as demais legendas do centrão são cobiçadas por outras candidaturas presidenciais. O PSD, por exemplo, apesar de estar na base de Lula, já disse que em 2026 vai apoiar outro nome.

Lula quer evitar que o MDB tome o mesmo rumo - embora setores importantes do partido, como a maioria do diretório paulista da sigla, queira desembarcar do governo e seguir com outro nome nas próximas eleições.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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