Politicando
Prisão domiciliar de Bolsonaro complica articulações no PL alagoano
Partido ainda não tem conversas para sucessão de JHC, caso ele deixe legenda
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada há uma semana por desobediência às medidas cautelares impostas pelo STF, embaralhou não apenas as articulações nacionais pela presidência da República, mas também os arranjos locais que precisam ser feitos pelo PL.
Em Alagoas, a expectativa pela definição sobre a liderança da sigla em nível estadual, caso JHC deixe o comando para filiar-se a um partido da base lulista, está literalmente ‘travada’ e sem nenhum encaminhamento recente.
Isto porque apenas Bolsonaro poderia antecipar-se à saída de JHC da legenda, e ‘ungir’ um outro nome para que administrasse o PL com vistas às eleições de 2026, onde o partido tem metas ousadas.
Com o silêncio do prefeito sobre o assunto, e a indisponibilidade do ex-presidente em mexer no tema por conta das medidas cautelares ainda mais duras impostas por Alexandre de Moraes, o PL alagoano vive um momento de indefinição sobre o futuro político.
Mas porque apenas Bolsonaro pode definir o futuro do PL local, e não Waldemar Costa Neto, o presidente nacional da sigla? Segundo analistas, Waldemar hoje é apenas o operador da sigla, mas a política do partido, quem define, é a família Bolsonaro.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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