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Com liderança ameaçada na Câmara, Hugo Motta sobe o tom contra Arthur Lira

Presidente afirmou que não delegou Lira para fechar nenhum acordo com deputados do PL

14/08/2025 17h05 - Atualizado em 14/08/2025 18h06
Com liderança ameaçada na Câmara, Hugo Motta sobe o tom contra Arthur Lira

Tendo sua liderança na presidência da Câmara dos Deputados questionada, após o motim de parlamentares bolsonaristas que tomaram a mesa diretora da Casa na semana passada, Hugo Motta (Rep-PB) foi para cima do ex-presidente Arthur Lira (PP-AL), em entrevista à Globonews.

Motta afirmou que não autorizou Lira a negociar qualquer tipo de acordo em seu nome, se referindo ao trato que teria feito os deputados da base bolsonarista deixarem a mesa diretora. As negociações teriam sido feitas por Arthur, em troca da apreciação do projeto de anistia aos condenados do 8 de janeiro.

“Como é que eu posso validar um acordo que eu não participei? O poder da pauta é exercido por mim e eu não estou negociando essa prerrogativa. Não deleguei Arthur para fazer acordo por mim, não deleguei Sóstenes para fazer acordo por mim. Não participei de nenhum acordo”, disse ao canal de TV.

O presidente reafirmou que qualquer pauta, seja do governo ou da oposição, será debatida em reunião do colégio de líderes, de onde deve sair qualquer acordo sobre os temas.

A fala de Motta é uma tentativa de se reafirmar na liderança da Casa, após os episódios de ocupação da mesa diretora da câmara. Nos bastidores, as informações apontam que deputados de esquerda e de direita procuraram Arthur Lira para encontrar uma solução para o caso, preterindo o atual presidente.

O alagoano teria então fechado um acordo, citado pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante: de que Lira, em nome de Hugo Motta, teria se comprometido a pautar o PL de anistia no segundo semestre - o que agora foi negado pelo presidente.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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