Politicando
Ausência de deputado alagoano da base fez governo perder presidência da CPMI do INSS
Randolfe Rodrigues não sabia que três deputados, dentre eles Rafael Brito (MDB-AL) estavam viajando e não participariam da sessão
Um erro na contagem dos deputados federais da base governista, que estariam em Brasília para compor a primeira sessão da CPMI do INSS, acabou fazendo o governo perder na votação para o nome da oposição, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
O líder do governo no congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que não tinha conhecimento que três deputados titulares da comissão - dentre eles o alagoano Rafael Brito (MDB) - estariam viajando, e não poderiam estar presentes na sessão inicial marcada para a manhã desta quarta (20).
Sem os três titulares, os suplentes assumiram a titularidade - todos eles do PL. E foram justamente esses três votos que deram a maioria da comissão à oposição, que venceu a votação para a presidência da CPMI derrotando o nome indicado pelo governo, Omar Aziz (PSD-AM).
“Até ainda ontem eu conversei com os líderes da Câmara dos Deputados. No diálogo que nós tínhamos tido nós tivemos as indicações, nós não tínhamos como contar que, um dos indicados, o deputado Rafael do MDB, ele estava fora do Brasil. E o primeiro suplente que ascendeu foi o suplente da Câmara”, disse Randolfe à Agência Senado.
Rafael Brito está em missão oficial em Singapura, onde realiza encontros com dirigentes na área de educação do país asiático.
O erro de comunicação acabou custando ao governo o direcionamento dos trabalhos da CPMI, que agora estarão a cargo de dois oposicionistas. O indicado pelo presidente da comissão para a relatoria foi o alagoano Alfredo Gaspar (União).
Apesar do erro envolvendo o seu nome, Rafael Brito irá compor a CPMI como membro suplente. A função dá direito a fala e a perguntas durante as oitivas, menos ao voto em questões onde forem abertas votações - salvo em casos onde o suplente estiver substituindo o titular.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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