Politicando
Possível redução de vagas para AL põe em alerta deputados federais menos votados em 2022
Candidatos que ‘bateram na trave’ ou conseguiram se eleger com baixa votação terão que melhorar desempenho
A situação cada vez mais difícil da lei que aumentou o número de vagas na Câmara dos Deputados, que foi vetada por Lula, faz com que o cenário político alagoano já comece a se movimentar com uma possível nova realidade, com apenas oito vagas já em 2026.
A nova conta preocupa especialmente os deputados que conseguiram se eleger com baixas votações, e mesmo os que não se elegeram, mas alcançaram bons números e já vislumbravam bom desempenho em 2026.
Rafael Brito (MDB) foi o deputado eleito com a menor quantidade de votos em 2022, com 58.134 votos. Nos bastidores, as novas previsões apontam que ninguém com menos de 70 a 80 mil votos possa obter êxito, com apenas oito vagas em disputa.
Além de Brito, o ex-deputado Nivaldo Albuquerque, que ‘bateu na trave’ em 2022 com 67.697 votos, terá que melhorar sua votação caso queira voltar à Câmara. Mesma situação enfrentada por Gilvan Barros e Maurício Quintella, que foram candidatos e passaram perto.
Até mesmo Paulão, que teve 65.814 votos com o PT em 2022, corre risco se a chapa de federação de esquerda não tiver outro bom puxador de votos.
Apenas uma improvável derrubada do veto de Lula ao projeto pode mudar esse cenário e ‘devolver’ um nono deputado a Alagoas. No entanto, com o apoio do PT ao veto do presidente, no senado não há votos suficientes para a derrubada.
A expectativa é de que, sem uma solução vinda do congresso nacional, o próprio TSE faça a atualização das vagas de cada estado, o que diminui uma vaga para os candidatos alagoanos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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