Politicando
Sem clima para pautar vetos no congresso, AL deve perder um federal e três estaduais em 2026
Sem previsão de votação, TSE deve decidir sobre o tema conforme determinação do STF
Vivendo um clima incendiário nas últimas semanas, por conta de temas que não encontram apoio dos partidos ou da sociedade, são poucas as chances do presidente do congresso, Davi Alcolumbre (União) pautar o veto de Lula à lei que aumentou o número de deputados na Câmara.
Com isso, está aberta a possibilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicar via resolução a quantidade de deputados federais a que terão direito cada estado, conforme a atualização do censo realizado em 2021 - é o que diz decisão do STF.
Dessa forma, vai ficando cada vez mais decidido que Alagoas deve mesmo perder um deputado federal e três deputados estaduais, caindo para oito representantes na Câmara e 24 na Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, partidos políticos que estão montando chapas para as eleições do ano que vem já estão fazendo os cálculos utilizando estes números - o que indica que será ainda mais renhida a disputa por uma vaga de estadual ou federal em 2026.
Especificamente na ALE, que perderia três cadeiras, há uma ideia geral de que candidatos viáveis precisarão de pelo menos 30 mil votos para pleitear uma vaga - esse número pode ser ainda maior se houverem os ‘chapões’, como o do MDB em 2022.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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