Politicando
Ruptura do PP com o governo Lula não atinge Arthur Lira, diz Gleisi Hoffmann
Ministra afirmou que Lira “integra a base do governo”
Em entrevista à GloboNews na tarde desta sexta (05), a ministra de articulação política do governo Lula, Gleisi Hoffmann, disse que a ruptura do PP com o governo, que deverá ser selada na semana que vem, não atinge o deputado federal Arthur Lira.
"Acredito que pela posição do deputado Arthur Lira, inclusive que integra a base do governo, [ele] não tenha uma posição de contra o governo nessa matéria [da anistia]. Eu não vi ele romper junto com Ciro Nogueira [presidente do PP], então ele deve ter ficado. E, obviamente, que o deputado também tem participação no governo", afirmou.
A fala da ministra fecha uma dúvida quanto à entrega, por Lira, dos cargos que indicou no governo Lula desde 2023. O deputado tem forte influência na Caixa em nível nacional - foi responsável inclusive por avalizar uma indicação de Hugo Motta, presidente da Câmara, a uma diretoria do banco há alguns dias.
Arthur também tem indicações federais em Alagoas, como a administração do Porto de Maceió, e as diretorias da Codevasf, do Dnocs e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
A declaração da ministra de Lula também abre a possibilidade do deputado alagoano formar uma espécie de ‘bancada governista’ dentro do PP, mesmo após a sigla sair do governo, negociando individualmente a adesão a cada projeto de interesse do presidente.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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