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Senado autoriza empréstimo de R$ 1,5 bilhão para AL

Recursos deverão ser empregados na reestruturação da dívida do estado

11/09/2025 17h05 - Atualizado em 11/09/2025 17h05
Senado autoriza empréstimo de R$ 1,5 bilhão para AL

O governo do estado de Alagoas será beneficiado com um empréstimo de 41,6 bilhões de Ienes, moeda japonesa, o que corresponde a cerca de 1,53 bilhão de reais. A operação foi autorizada pelo Senado Federal nesta quarta-feira (10).

Antes de passar pelo plenário, onde foi aprovado por votação simbólica, a proposta já havia passado pela Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, onde também foi aprovado. O presidente da CAE é o senador alagoano Renan Calheiros (MDB).

Os recursos que serão destinados ao estado são provenientes do Bird - Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, e serão utilizados no Programa de Sustentabilidade Econômica, Fiscal e Ambiental do estado. O prazo de pagamento é de 30 anos.

Além do pagamento da dívida, o estado terá que arcar com outras contrapartidas, como a construção de um marco regulatório fiscal e uma base de informações sobre ativos naturais no estado.

Principal articulador da aprovação da operação financeira no Senado, Renan Calheiros comemorou o ato. “Alagoas fez o dever de casa do ponto de vista fiscal. Passou a ser o estado que mais investe recursos próprios no Brasil. Essa restruturação da dívida com o Bird é fundamental para dar mais espaço para investimentos em Alagoas”, disse.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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