Politicando

Politicando

Politicando

Kelmann Vieira deve enfrentar MDB para sair da sigla e ser candidato a federal com JHC

Janela partidária para vereadores ocorre apenas em 2028

17/09/2025 17h05 - Atualizado em 17/09/2025 17h05
Kelmann Vieira deve enfrentar MDB para sair da sigla e ser candidato a federal com JHC

Anunciada neste final de semana pelo próprio Kelmann Vieira, sua pré-candidatura à Câmara Federal esbarra em uma questão prática, que só poderia ser resolvida com a anuência de seu partido atual, o MDB.

Isto porque a janela partidária, onde vereadores podem trocar de legenda para candidatar-se nas eleições, só ocorre no último ano do mandato do vereador, ou seja, nas eleições municipais, e não na nacional.

Neste caso, Kelmann teria que receber uma carta do MDB municipal autorizando sua desfiliação da legenda, para que ele possa filiar-se a outro partido da base de JHC - e finalmente disputar as eleições.

Se sair do partido sem o documento, o MDB pode solicitar o seu mandato na justiça - o que tem sido acatado pelos juízes eleitorais em outros casos parecidos em vários estados brasileiros, em todas as instâncias.

As relações do vereador com os dirigentes do partido não estão rompidas, mas segundo interlocutores não existem mais desde a sua mudança para a base de JHC. Mesmo assim, Kelmann continua aliado do ex-prefeito de São Luiz do Quitunde e seu ex-sogro, Cícero Cavalcante, que pode ser o articulador da tarefa.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos