Politicando
Antipetistas são maioria entre os pré-candidatos ao Senado por Alagoas
Nomes vinculados à direita conservadora podem eleger até mesmo os dois senadores em 2026
No cenário atual de pré-candidaturas ao Senado por Alagoas, os nomes tidos como bolsonaristas ou ao menos antipetistas são a maioria - embora dois favoritos à vitória tenham ou possam ter algum vínculo com um futuro governo Lula 4, a partir de 2027.
A principal estratégia definida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antes de ser recolhido à prisão domiciliar, era justamente construir candidaturas fortes ao Senado nos estados, que juntamente com senadores bolsonaristas de mandato formariam um bloco com forte atuação na Casa em temas conservadores.
Em Alagoas, os nomes mais fortes dentro desse grupo são o do deputado Alfredo Gaspar (União), do ex-deputado estadual Davi Davino (Republicanos) e do azarão Ítalo Bonja (PRTB).
JHC (PL) e o deputado Arthur Lira (PP) são considerados nomes de ‘centro’ - o que pode indicar que seja qual for o presidente, haverá diálogo e uma certa resistência a temas radicais, como o impeachment de ministros do STF - uma das principais pautas bolsonaristas.
Já dentro do grupo considerado Lulista, figuram o atual senador Renan Calheiros (MDB), um dos favoritos à vitória, como também o deputado federal Paulão (PT) - além de pequenas chances de concorrência de Ronaldo Lessa (PDT) e do governador Paulo Dantas (MDB).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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