Politicando
O plano B de Paulo Dantas: a Câmara Federal em 2026
Declaração de Ronaldo Lessa em Arapiraca reacendeu ideia de que governador pode disputar as eleições
Embora tenha repetido seguidas vezes, em todos os eventos públicos, que deve seguir no governo do estado até janeiro de 2027, o destino político de Paulo Dantas ainda pode ser a disputa eleitoral de 2026 - ao menos essa é a projeção de parte de interlocutores próximos do governador.
A declaração de Ronaldo Lessa, dada em Arapiraca na última semana, reacendeu ainda mais a questão. O vice-governador afirmou que o seu destino político está nas mãos “de Deus e do Paulo Dantas”, dando a entender que o gestor pode sim disputar as urnas.
Mas o que se diz nos bastidores? que Lessa e Paulo estão ‘se mirando’. Ambos gostariam de disputar as eleições e manterem-se em cargos públicos, mas Dantas tem um acordo de sucessão no cargo com os Calheiros - que não contempla Lessa como governador.
O fato é: se conseguir convencer Ronaldo a renunciar, há chance de Paulo disputar a Câmara dos Deputados, seja pelo MDB ou pelo PSD. Mas aí, o exercício político será outro.
Caso fosse candidato, o desafio passaria a ser o de equilibrar a força dos nomes do mesmo grupo, disputando o mesmo cargo. Se Dantas for candidato à federal, teria que disputar voto com Rafael Brito e Luciano Amaral, que já estão na Câmara e vão para a reeleição.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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