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Projeto de Renan Filho pode tornar aulas de autoescola opcionais e causa protesto gigante em SP

Mobilização foi liderada pela Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto)

23/10/2025 16h04
Projeto de Renan Filho pode tornar aulas de autoescola opcionais e causa protesto gigante em SP

Empresas de autoescola de São Paulo promoveram um grande protesto na manhã desta quinta-feira (23), contra as mudanças no processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) propostas pelo Ministério dos Transportes, comandado pelo alagoano Renan Filho.

As alterações — que estão em consulta pública — preveem que as aulas teóricas e práticas em autoescolas possam deixar de ser obrigatórias, tornando-se opcionais aos candidatos à primeira habilitação.

A mobilização foi liderada pela Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto) e começou ainda na noite desta quarta-feira (22). Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), cerca de 200 veículos ficaram estacionados na Ponte Estaiada, na Zona Sul da capital paulista, e seguiram em carreata até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

A Feneauto afirma que as mudanças podem provocar um “apagão” no setor, com demissões em massa e fechamento de autoescolas em todo o país. A entidade diz ainda que, desde o anúncio da proposta, houve congelamento de matrículas em diversos estados.

“O governo quer acabar com a obrigatoriedade das autoescolas, o que coloca em risco a segurança no trânsito e milhares de empregos”, destaca a federação.

A proposta de Renan Filho segue em fase de consulta pública até 2 de novembro. Após o período, o Ministério dos Transportes deverá definir se vai implementar a mudança e como ficará o processo para obtenção da CNH sem a participação obrigatória das autoescolas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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