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Alvinho Lira agrada após ‘estreia’ em grande evento político como sucessor do pai

Filho do ex-presidente da Câmara foi um dos presentes no ato de filiação de Gunnar Nunes

28/10/2025 17h05 - Atualizado em 28/10/2025 17h05
Alvinho Lira agrada após ‘estreia’ em grande evento político como sucessor do pai

Passou despercebida, por outros motivos, a estreia de Alvinho Lira, sucessor oficial de Arthur Lira na Câmara em um evento de porte oficial - a posse do líder religioso Gunnar Nunes às fileiras do PP, nesta segunda (27).

Sim, porque antes deste ato, Alvinho havia aparecido apenas em cavalgadas, eventos empresariais vinculados ao pai ou atos oficiais da prefeitura de Barra de São Miguel, onde governa a quatro mãos junto com o prefeito Henrique Alves Pinto.

E segundo quem acompanhou o evento, o pecuarista se expressou bem e caminhou com desenvoltura entre os presentes. A avaliação de interlocutores é que o filho mais jovem de Arthur nasceu com o DNA da política - ou aprendeu rápido.

É fato que Alvinho intensificou a pré-campanha junto com o pai após a resolução jurídica que faltava para que pudesse ser lançado: a aprovação da lei que muda o prazo para reconhecimento de idade mínima, que agora acontece 90 dias após a posse - tempo suficiente para que ele complete os 21 anos necessários.

Com 219 mil votos em 2022, é difícil imaginar que Lira não transfira para o sucessor o todo ou grande parte desse bolo - o que já é suficiente para encomendar o terno de posse.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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