Politicando
Exonerações em massa mostram ‘tamanho’ de Mesaque e Gunnar na prefeitura e irritam aliados
Dupla ligada à AD Alagoas possuía mais cargos na gestão do que muitos vereadores e aliados
A demissão de 52 servidores ligados ao líder evangélico Gunnar Nunes e ao deputado estadual Mesaque Padilha (União), efetivadas pelo prefeito JHC (PL) na última segunda (27), revelaram também o tamanho real da dupla na estrutura da prefeitura de Maceió.
E foi justamente essa musculatura que deixou alguns aliados do prefeito na bronca, o que pode causar mais uma crise política envolvendo o nome de JHC e de Gunnar Nunes.
Um interlocutor, que não quis se identificar, ligado a um vereador de Maceió, afirmou que a maioria dos vereadores e muitos outros aliados do prefeito não possuem o mesmo tamanho que os líderes da AD Alagoas possuíam, até surgirem no ‘exoneraço’ de JHC.
“Há vereadores em Maceió, com toda sua importância para aprovar projetos de interesse do prefeito, que tem no máximo oito cargos. E de repente, aparece no Diário 52 exonerações, todas ligadas à igreja. Ficamos abismados”, disse o interlocutor, sob condição de anonimato.
Nos corredores da Casa de Mário Guimarães, algumas pessoas já defendem uma conversa com o prefeito, no sentido de reorganizar os espaços dos aliados na gestão municipal. Uma questão que deverá ser gerenciada pelo líder Kelmann Vieira.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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