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Renan quer aumentar taxação de apostas online e de bancos digitais

Proposta pode entrar em pauta na semana que vem

21/11/2025 18h06 - Atualizado em 21/11/2025 18h06
Renan quer aumentar taxação de apostas online e de bancos digitais

Um projeto de lei apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB) pretende aumentar a taxação sobre casas de apostas online, as chamadas Bets, e também sobre os bancos digitais e instituições de pagamento, as chamadas Fintechs.

A ideia chegou a ser discutida como uma alternativa à perda de arrecadação com a isenção do Imposto de Renda, para os que recebem até 5 mil reais mensais - mas foi retirada do texto final, sob forte lobby das grandes Fintechs e das Bets.

Agora, Calheiros volta à carga, com um PL que pretende obrigar essas empresas a pagar um montante maior de impostos. De acordo com o texto, Bets dobram a taxação - de 12 para 24%, de forma linear entre 2026 a 2028.

Já Fintechs - basicamente os grandes bancos digitais, como NuBank, Will e PagBank, aumentam sua contribuição dos atuais 9% para 15%, também entre 2026 e 2028.

Conforme o documento do PL, o aumento da taxação vai permitir uma recomposição de caixa ao governo de R$ 5 bilhões já em 2026, e acumular uma recomposição de 18 bilhões ao final dos três anos.

Renan chegou a ameaçar incluir a taxação às bets e fintechs no seu texto sobre a isenção do IR, do qual foi relator no Senado - o que faria o projeto voltar para a Câmara e não ter tempo suficiente para valer em 2026 - mas acabou retirando o item.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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