Politicando
JHC quer contas de Rui Palmeira julgadas em sessão do dia 29
Acordo facilitaria liberação do reajuste do duodécimo pretendido pelos parlamentares
A sessão convocada pela Câmara de Vereadores de Maceió para o próximo dia 29, que deverá apreciar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, deve servir também para apreciar as contas da gestão do então prefeito Rui Palmeira (PSD), hoje vereador da capital.
Segundo interlocutores, a apreciação das contas de Rui é um pedido do prefeito JHC, que deve ser aceito pela mesa diretora da Casa. Em troca, o gestor negocia o reajuste do duodécimo da Câmara, que não estava previsto na versão inicial da LOA apresentada no final de 2025.
O duodécimo é um repasse constitucional e obrigatório que deve ser feito ao legislativo, baseado na arrecadação municipal do ano anterior. De acordo com levantamento da Câmara, em 2026 haveria um acréscimo de cerca de 6 milhões, que não foi repassado pelo executivo no texto do orçamento.
Rui Palmeira converteu-se no principal adversário de JHC na Câmara, especialmente após as denúncias de investimento de recursos do Iprev no Banco Master, que foi liquidado judicialmente no final de 2025.
Segundo os bastidores, embora a base do prefeito seja maioria absoluta no plenário, não há uma definição clara sobre a aprovação ou rejeição das contas de Rui. Isto porque muitos vereadores que hoje são da base de JHC também já estiveram com Palmeira quando da sua gestão.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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