Politicando
Alfredo Gaspar quer recorrer ao STF para prolongar CPMI do INSS
Deputado diz que pode procurar corte se prazo atual for mantido pela comissão
Prevista para ser encerrada no mês de março, a CPMI do INSS pode ser estendida a pedido do seu relator, o deputado alagoano Alfredo Gaspar (União). Durante parte de dezembro e janeiro, os trabalhos da comissão foram suspensos por conta do recesso parlamentar.
Dessa forma, Alfredo pretende articular para prolongar a comissão, tendo afirmado que pode até mesmo recorrer ao STF para garantir a continuidade dos trabalhos.
“Temos muita coisa a fazer e sabemos que a pressão para não prorrogar os trabalhos será grande. Pode acontecer, inclusive, de acionarmos o Supremo para assegurar a prorrogação, porque existem todos os elementos que a justificam”, disse o deputado.
Mesmo com a tendência de que, na fase final, a CPMI se concentre em investigar as ligações de empréstimos com o Banco Master, Gaspar não desistiu de tentar a convocação do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Não há como ofuscar esse ponto. Estamos tratando de duas situações distintas e igualmente graves, uma delas no entorno do gabinete presidencial”, afirmou o deputado, ciente da dificuldade em emplacar a convocação de Lulinha, pela composição maior de governistas na comissão.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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